Dando continuidade as ações da Campanha Nacional Permanente “Sobre duas rodas há uma vida” lançada em 1998, a ABRAM lança a Campanha Nacional “Vida por um fio” que tem por objetivo a valorização da vida através da prevenção de acidentes.
Buscaremos relatos de motociclistas que tenham experimentado algum tipo de situação em que sentiu a “VIDA POR UM FIO”, essas experiências serviram de alerta aos novos motociclistas. Aqui também registraremos notícias, reportagens e campanhas de conscientização sobre o tema da Campanha Nacional "Vida por um fio".
A campanha ‘VIDA POR UM FIO’ lançada em 12 de janeiro de 2008, abordará os seguintes assuntos:
1) CEROL (mistura de vidro moído com cola) Publicaremos relatos desse tipo de acidente com objetivo de conscientizar os motociclistas sobre os riscos do cerol (usado nas linhas de pipa), que causam graves acidentes fazendo muitas vítimas fatais, neste sentido estimularemos o uso de antenas corta cerol.
2) Acidentes de Trânsito Publicaremos relatos de acidentes de trânsito com o objetivo de reforçar a importância da cultura de segurança em duas rodas através da valorização da vida.
3) Violência Publicaremos relatos sobre violência sofrida no trânsito, com objetivo de alertar os motociclistas sobre os cuidados necessários a fim de evitar o envolvimento neste tipo de ocorrência.
CEROL
Não há uma estatística precisa, mas, segundo nossos levantamentos acontecem cerca de 100 casos por ano no Brasil, de acidentes envolvendo linhas com cerol, sendo que 50% (cinquenta por cento) dos casos são graves e 25% (vinte e cinco por cento) são fatais.
12/08/08 - Pedreira endurece lei contra utilização de cerol
Campinas - Projeto aprovado por unanimidade aumenta de R$ 98,50 para R$ 9.850,00 a multa para quem usa ou vende cerol
Por Ângela Kuhlmann, Do Cosmo On Line
Os vereadores da Câmara de Pedreira, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), aprovaram na sessão de ontem, por unanimidade, o Projeto de Lei n 78/08 cujo teor endurece ainda mais as penalidades contra a comercialização e uso do cerol e produtos similares em linhas e fios de pipas no âmbito do município.
O projeto aprovado em primeiro turno substitui lei similar de agosto de 1998, considerada branda pelo autor da nova versão, vereador Flávio Avezum (PSB), presidente da Câmara Municipal. A lei vigente já proíbe o uso e a comercialização de cerol, mas é vista pelo parlamentar como muito fraca no aspecto da penalização. A matéria aprovada ontem aumenta em cem vezes o valor da multa aos infratores, sejam usuários ou comerciantes de cerol. A penalização passa de R$ 98,50 para R$ 9.850,00, valor equivalente a 100 Unidades Fiscais do Município (UFMs). Em caso de reincidência, o valor dessa multa dobra. A nova legislação também endurece ainda mais a punição aos comerciantes. Além da multa, haverá a cassação de alvará de funcionamento e outras sanções civis e criminais previstas na lei, a ser regulamentada num prazo de 60 dias após a sanção. A votação da matéria em segundo turno será na próxima sessão da Câmara, prevista para o dia 26 deste mês.
Os menores de 18 anos usuários de cerol também sofrerão as conseqüências, caso insistam em colocar o material cortante nas linhas de pipa. Caso sejam flagrados, a punição recai sobre os pais e responsáveis, que arcarão com a multa. O fato também será comunicado ao Conselho Tutelar do município. “A Guarda Municipal (GM), a quem cabe a fiscalização, sentia que a lei em vigor não era adequada, faltavam elementos para punir exemplarmente os infratores, agora contemplados no novo projeto em votação. Embora não tenhamos registro de nenhum caso sério na cidade, queremos prevenir em função do aumento no número de motociclistas na cidade, as principais vítimas do cerol”, disse Avezum.
Fonte: Cosmo online (cosmo.com.br)
02/08/2008 - Jaú aprova antena nas motos para cortar cerol
Da Redação
Jaú - O Legislativo aprovou em primeiro turno, no último dia 28, o projeto de lei que obriga as motocicletas de Jaú a usarem antenas aparadoras de linha de pipa. Foram seis votos favoráveis e quatro contrários. O objetivo da nova lei é aumentar a segurança dos motociclistas quanto às linhas de pipa com cerol.
Ao contrário de lei semelhante já existente na Capital desde o ano passado (que é válida apenas para veículos de motofrete), em Jaú a lei aprovada pelos parlamentares deverá ser aplicada a todos os motociclistas.
Pelo documento proposto pelo vereador José Mineiro de Camargo (PSB), caberia ao Executivo editar a lei, por decreto, instituindo os valores das multas aos infratores, sob pena, em caso de reincidência, de ter as motocicletas apreendidas pela Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito.
O vereador Carlos Magon (PV) questinou a imposição de novas regras para os motociclistas. Ele argumenta que os usuários deveriam ser consultados sobre a instalação do equipamento e que, a Prefeitura, ao invés de aprovar as novas regras, deveria fiscalizar o uso indevido das linhas de pipas com cerol (mistura de vidro moído e cola).
Já o vereador Camargo sustenta que o custo da instalação do equipamento será muito pequeno comparado à segurança que vai oferecer ao motoqueiro. “Todas as férias acontecem esses problemas. Nesta mesma semana já foram registrados mais de quatro casos (de acidentes com cerol) em diferentes cidades do Interior do Estado”, defende. O projeto agora precisa ser sancionado pelo Executivo para entrar em vigor.
Mais de 260 pipas com o cerol haviam sido recolhidas até as 17h de ontem no Parque Vitória Régia. A grande maioria delas era abandonada assim que os policiais militares se aproximavam do grupo, despreocupado com a segurança das famílias aglomeradas pelos gramados.
Por conta da situação, um número bem menor de boletins de ocorrência foi registrado na Delegacia Móvel, também de plantão no local. Vários dos 106 PMs alocados nas imediações chegavam à Base Comunitária de Segurança Móvel, estacionada no parque, com papagaios e carretéis com cerol. A viatura ficou lotada. Segundo a reportagem apurou, à tarde, um homem de 40 anos teria sido flagrado com pipa contendo cerol nas ruas adjacentes a ao parque.
Inconseqüente, nem que quisesse, levaria o papagaio feito por um grupo de cinco adolescentes do Jardim Ouro Verde, que mediu 10,5 metros. Com barbante, coloriu o céu do Vitória Régia por pelo menos três vezes. Perto deles soltava sua pequena pipa Beatriz Fortes de Oliveira, 8 anos. Ela mesma fez o papagaio, com o qual brincava com a amiga Júlia de Oliveira, 6 anos. “Não é só para meninos”, garante.
Eles, no entanto, são os principais fregueses dos vendedores de pipas, cuja mercadoria mais cobiçada é um papagaio que parece morcego. “Eu já usei cerol, mas agora, para quem vendo, oriento para não usar”, diz Eduardo César dos Santos.
01/08/08 - RJTV - Dois pilotos de parapente são vítimas do cerol em Niterói
O uso de cerol na linha das pipas é proibido há muito tempo por lei, mas muita gente não cumpre a determinação. Depois dos acidentes, quem pratica o esporte está com medo de voar.
As pipas dão um colorido a mais no céu e fazem a alegria de crianças e de adultos, mas o uso do cerol, uma mistura de cola e vidro moído, transforma a brincadeira em crime. Só nos últimos dez dias, o cerol usado na linha das pipas provocou dois acidentes envolvendo pilotos de parapente em Niterói.
Na semana passada, Rafael Abreu, de 21 anos, decolou do Parque da Cidade e, durante o vôo, teve problemas por causa de uma pipa. No parapente que o rapaz usava, as cordas são fabricadas com o que há de mais moderno, e cada fio suporta até 200 quilos. Mas em contato com o cerol, ele se rompeu e o piloto caiu de uma altura de 30 metros.
Rafael teve que ser internado em um hospital e teve alta na manhã desta sexta-feira (1). O outro acidente foi mais grave. O piloto Ricardo Silva Amorim está internado no CTI de Niterói. Sílvio Faria Lima é instrutor e há 13 anos voa de parapente. Ele conta que também já foi vítima das linhas de pipa. “Eu tive um problema, só que para minha sorte não abalou a estrutura do equipamento”, revela.
Depois dos acidentes, quem pratica o esporte está com medo de voar. O cerol usado nas linhas das pipas também é um risco para pedestres e, principalmente, para motoqueiros. Só na Linha Amarela, na última semana, 16 pilotos se acidentaram por causa de pipas na via expressa.
O Corpo de Bombeiros tem orientações para soltar pipas com segurança. A primeira é justamente não usar cerol, evitar soltar pipas perto de fios e de aeroportos e na beira de estradas e rodovias. Não soltar em cima de lajes e, caso a pipa fique presa, não subir em telhados ou postes.
“A pipa gera uma preocupação. Até, porque na cultura brasileira não tem como você evitar isso. O que existe, em termos de prevenção, seria os pais chegarem para os filhos e proibirem, até propriamente, o cerol”, afirma o piloto parapente Rogério Cantelmo.
31/07/2008 - PM apreende 14 latas e nove pipas com cerol
Ieda Rodrigues
Um dia após um motociclista ter sido ferido com linha de pipa com cerol quando transiava pelo quarteirão 26 da rua Bernardino de Campos, na Vila Alto Paraíso, em Bauru, a Polícia Militar (PM) realizou ontem uma fiscalização visando coibir o uso do cortante na região. Os policiais da Base Comunitária Oeste, que percorreram vários pontos tradicionais para empinar pipa, apreenderam 14 latas contendo cerol, a mistura de vidro moído com cola.
Também apreenderam nove pipas que já estavam com o cortante. Num trabalho de orientação de que o uso do cerol é crime e pode resultar em morte, os policiais qualificaram oito adolescentes que estavam com o brinquedo com cortante e 10 adultos, responsáveis por eles. De acordo com o tenente Rodrigo de Ângelo, comandante da Base Oeste, os policiais apreendem o material com cerol e orientaram sobre o perigo e a ilegalidade da brincadeira.
Quem estiver com o cerol é qualificado –se for menor, o responsável maior também é qualificado. Em seguida, a PM informa o fato à delegacia, que chamará os envolvidos para prestar depoimento. E caso o cerol esteja sendo usado em local que represente risco à vida, quem estiver com o material é encaminhado à delegacia imediatamente – se for menor, o pai ou responável também será acionado e encaminhado à delegacia. O uso de cerol é proibido por lei estadual de 2006. A pena é multa de cerca de R$ 75,00 e responsabiliza penalmente o infrator ou os pais – em caso de menor de idade – por eventuais lesões ou morte ocorrida.
A vítima anteontem foi Edir de Oliveira Chaves, 28 anos, que esteve bem perto de uma tragédia ao ser atingido por linha com cerol. Como a viseira de seu capacete estava aberta, a linha fez um corte no nariz, que exigiu seis pontos. Mas ele poderia até ter morrido se a linha atingisse seu pescoço.
Um motociclista teve o pescoço cortado por uma linha de pipa com cerol na tarde desta quinta-feira, em Mogi Guaçu. Rodrigo da Silva foi socorrido por moradores para a Santa Casa e, segundo o hospital, seu estado é estável.
Este é o primeiro acidente com cerol na cidade neste ano mas, segundo a Guarda Municipal, cerca de cinco denúncias de uso da mistura de vidro e cola são feitas por dia.
Maiores de idade pegos com o cerol recebem multa. O menor que usava a pipa foi identificado e o caso deve ser levado à Vara da Infância e Juventude.
Rapaz foi socorrido por moradores; estado dele é estável
O uso crescente e indiscriminado de cerol em Campinas levou o Disque-Denúncia a deflagrar uma campanha de conscientização. O órgão recebe denúncias de pontos-de-venda do produto - usado nas linhas de sustentação da pipa e que é revestida com vidro moído e cola para evitar que seja cortada por outra - que em menos de uma semana provocou a morte de uma pessoa e deixou duas feridas gravemente em Campinas e Sorocaba. As três vítimas eram motoqueiros que estavam a caminho de casa ou do trabalho.
O Disque coloca à disposição da população o telefone 3236-3040 para denúncias. Os casos serão encaminhados à Polícia Civil para investigação. Em geral, o cerol é vendido em papelarias, bazares ou mesmo feito em casa. O uso é crime previsto em lei estadual, que prevê multa e, dependendo das conseqüências, o autor pode responder por homicídios ou lesões corporais, caso seja identificado. As pessoas que relatarem os casos terão a identidade preservada.
O serviço recebe informações referentes a tráfico de drogas, crimes contra o patrimônio, administração pública e maus-tratos contra crianças e adolescentes. Desde a sua criação, em 2002, até junho foram feitas 119.551 ligações ao serviço. Ao todo 4.766 casos foram solucionados. Apontar os pontos-de-venda de cerol ainda é raro. As pessoas não têm o hábito de denunciar os comerciantes, pois muitas vezes não têm consciência de que a prática é um crime que pode custar uma vida.
Neste ano, foram apenas sete ligações feitas durante o período das férias escolares - janeiro, junho e julho. É nessa época que os acidentes provocados por cerol aumentam em até 70% de acordo com a Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM). "O uso de cerol coloca em risco a vida de pessoas inocentes, que na maioria das vezes estão trabalhando, e que são pegas de surpresa por essas 'armadilhas' que são as linhas de pipas impregnadas com cerol. As pessoas precisam denunciar esses criminosos que comercializam ou usam o cerol e podem fazer isso anonimamente ajudando a salvar vidas", disse o superintendente do Disque-Denúncia, que não divulga o nome por questões de segurança.
Fonte: Jornal Correio Popular.
Publicada também em: http://www.cosmo.com.br/cidades/campinas/integra.asp?id=231170
15/07/08 - Clipping - EPTV Ribeirão
Blitz em Ribeirão apreende 83 pipas com cerol
Dos casos, 26 acabaram em boletim de ocorrência
Uma blitz da Polícia Militar em Ribeirão Preto apreendeu 83 pipas que estavam presas a linhas com cerol. Segundo a PM, das apreensões, 26 casos foram levados para a delegacia, onde foi feito boletim de ocorrência que serão encaminhados à Vara da Infância e Juventude.
A operação contra o uso de cerol vai continuar durante as férias escolares, segundo a PM.
Apenas neste mês, quatro pessoas ficaram feridas por causa de cerol, entre eles um menino de 1 ano e mãe dele.
11/07/2008 - Clipping Jornal do Dia - Macapá
O perigo das pipas é mais constante em Macapá Por Carlos Lima
Nesta sexta-feira (11), o Jornal do Dia mostra o outro lado de uma brincadeira muito comum em Macapá e em muitas outras cidades do país. Os perigos e acidentes que a brincadeira com pipas[Rabiólas - Papagaios] pode causar - quando praticada de forma imprópria, são inúmeros.
No período de férias escolares - mês de Julho e Dezembro - aumenta o número de crianças, jovens e adultos empinando pipas em diversos cantos da cidade. A imprensa, recentemente, tem noticiado os grandes perigos e também as fatalidades causados por essa prática.
Às motos: É nesse mesmo período de férias que motociclistas preparam suas motos contra as linhas de Rabióla. As antenas - que são instaladas na dianteira dos veículos - têm o intuito de proteger o pescoço do condutor contra as linhas com Cerol [mistura de vidro e cola]; mas infelizmente, alguns desses condutores não conseguiram evitar o pior e já foram vítimas das linhas.
Às crianças: O Cerol é usado nas linhas com o objetivo de cortar outra linha e é a partir daí que um outro problema surge. A maioria das crianças costuma correr atrás de pipas, onde quer que elas estejam caindo, sem se policiar e até mesmo nas ruas de movimento e locais de risco; isso também é um perigo, já que muitas dessas crianças não têm limites na hora de perseguir o brinquedo, inclusive mortes já ocorrerão, em decorrência disso. Recentemente, um garoto de 13 anos morreu eletrocutado quando se aventurava em pegar um papagaio em local de invasão - lá, existem várias ligações elétricas clandestinas e o choque foi fatal.
Às aeronaves: o mesmo problema tem preocupado o setor aéreo em Macapá, uma vez que é grande o número de Rabiólas e papagaios sendo empinadas na área ao redor do aeroporto internacional de Macapá e ainda muitas delas chegam a cair na pista de pousos e decolagens. O risco de uma aeronave cair em decorrência dessas pipas, é grande, disse um piloto. Em Belém do Pará, todos os anos, nos períodos de férias - são desenvolvidos planos de ações com as comunidades vizinhas ao aeroporto. O intuito é conscientizar crianças e adultos sobre o risco de se empinar próximo da pista. Os resultados são positivos, uma vez que tem reduzido bastante o número de Rabiólas no local. Em Macapá, a idéia provavelmente deverá ser desenvolvida, este ano, com a comunidade dos bairros vizinhos à área operacional do aeroporto. A intenção será oferecer outros atrativos para as crianças - fazendo a troca das pipas por uma outra modalidade de lazer, e projetos educativos.
Fonte: Jornal do Dia, publicado em: http://jdia.leiaonline.com.br/index.pas?codmat=30256&pub=1
11/07/08 - Clipping Jornal da Economia
Pipas nas férias escolares: O cuidado com o “Cerol”
As férias escolares estão aí e com elas muitas práticas esportivas, didáticas são essenciais para as crianças. Uma dessas práticas é soltar pipas, mas todo cuidado deve ser tomado com o famoso “Cerol”, prática que causa uma série de mortes em todo o país e que essa semana vitimou mais uma garota em Brigadeiro Tobias na cidade de Sorocaba onde a mesma teve sua cabeça quase que amputada. Confira um pouco mais sobre o cerol e seus riscos.
O Cerol é uma mistura criminosa de cola de madeira com vidro moído que as crianças passam na linha dos papagaios e pipas para cortar a linha das pipas de outras crianças. Esta mistura de cola e vidro moído faz com que a linha se torne uma verdadeira navalha causadora de muitos acidentes fatais. São utilizados também variações de pó cortante, o mais comum é o pó de ferro. O pó de ferro tem um agravante, pode conduzir eletricidade quando toca nos fios de alta tensão provocando curtos circuitos e até morte em quem solta as pipas.
Os maiores riscos são os cortes causados pelas linhas, os motociclistas são as principais vítimas, que em caso de acidentes tem alguma parte de seu corpo cortada, o pescoço é a parte mais atingida, principalmente devido à falta de proteção. Neste local passa uma artéria de grande calibre e o corte desta pode provocar um sangramento muito intenso causando a morte em poucos minutos. Existem casos de pessoas que tentaram retirar a linha do pescoço e tiveram seus dedos amputados. Capacetes sem as viseiras podem favorecer o corte no rosto e olhos
O cerol é crime e tem leis específicas em cada estado como São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Muitas cidades têm leis municipais próprias onde os estados não tiveram o cuidado de criar leis estaduais.
Existem relatos de que o cerol corta asa de avião, o corpo humano e de animais, cordas de paraquedas, plásticos em geral, retrovisores de motos e carros, suportes de carga de automóveis, antenas de rádio de automóveis, roupas e tecidos, capacete de motociclistas, etc.
Dicas para soltar pipas tranqüilamente: Não use linhas com fio de cobre ou cerol. Só as de algodão são seguras;
Não solte pipas perto de fios ou antenas para evitar choques elétricos;
Não retire pipas presas em fios ou árvores. O risco de choque e acidente é grande;
Procure locais abertos, como parques, praças ou campos de futebol;
Preste atenção a motos e bicicletas. A linha é perigosa para os condutores;
Não empine papagaios em lajes ou telhados, para evitar quedas fatais;
Olhe bem onde pisa, especialmente quando anda para trás, para não cair;
Use luvas quando empinar pipas, para não machucar as mãos na linha.
Fonte: Jornal da Economia - 11/7/2008 09:50:04.
Publicado em: http://www.jeonline.com.br/noticias/noticias_.asp?id=8693
10/07/08 - Clipping Campo Grande News
Bombeiros conscientizam crianças sobre uso de cerol
Bianca Cegati
Em prol da prevenção a crianças e adolescentes sobre o uso do cerol, o Corpo de Bombeiros, em Campo Grande, realiza um ciclo de palestras em escolas públicas e privadas até o final do ano letivo.
O produto é usado em pipas e pode causar graves acidentes, muitas vezes fatais. Trata-se de uma mistura de pó de vidro e cola, que possui efeito altamente cortante, usado nos fios das pipas para cortar outras pandorgas, geralmente em brincadeiras conhecidas como “guerra de pipas”.
De acordo com o comandante Metropolitano do Corpo de Bombeiros, coronel José Antônio Pereira dos Santos, o cerol é uma ameaça para a população, pois pode provocar lesões graves e até matar, como em casos de motociclistas em alta velocidade que são atingidos por fios de pipa na altura do pescoço.
Em Mato Grosso do Sul existe, desde o ano passado, uma lei que proíbe o uso do cerol ou qualquer tipo de material cortante em pipas. A multa para quem for pego usando tais produtos é de R$ 249,60. Na Capital, a legislação impõe multa de R$ 170,00. Em caso de menores descumprindo as normas, os responsáveis legais ficam com o encargo. (Com informações do site Notícias MS)
10/07/08 - Clipping EPTV.com Motoqueiros buscam proteção contra cerol em RP
As lojas que vendem antenas para motos em Ribeirão Preto esperam dobrar as vendas no período de férias escolares. Preocupados em se prevenir das linhas de pipa com cerol, os motociclistas compram até protetores de pescoço.
A transportadora de documentos Joana D´arc Soares já teve o pescoço cortado por uma linha de pipa e sabe como a experiência é traumatizante. "Dói demais, queima o pescoço e a linha nem tinha cerol. Quem já passou por isso não anda mais sem antena", afirma.
A reportagem da EPTV flagrou um exemplo de descaso com o problema. Um homem de 30 anos, que não quis se identificar, admitiu que usava cerol. "Se eu não usar as pessoas me cortam", reclama.
Para se prevenir de situações assim, muitos motociclistas instalam antenas protetoras. Na ponta, uma lâmina corta a linha antes que ela atinja o pescoço. O motoboy José Lázaro sempre usou, mas bastou tirar durante uma semana para se arrepender. "Por sorte eu parei a moto na hora que senti, mas mesmo assim ficou uma marca", explica.
Em uma loja de Ribeirão Preto, o número de pedidos desses equipamentos dobrou. O custo médio é de R$ 10,00 e, para quem viaja em motos grandes, a opção mais segura é um protetor de pescoço. Ele e revestido com fios de aço que impedem que a linha machuque o motociclista e custa, em média, R$ 40,00.
Dois fatores aumentam o risco de acidentes: o crescimento das vendas de motos e as férias escolares. O comércio coloca mais motociclistas nas ruas, e as férias, mais pipas no céu, uma combinação que pode ser perigosa e que nem sempre é possível escapar com ferimentos leves. "O cerol se transforma em uma lâmina e o atrito com o vidro pode lesar estruturas do pescoço, cortando artérias, veias, traquéia e levando a morte", alerta o médico Dimas Vaz Lorenzato.
Somente nesta semana, foram três ocorrências em Ribeirão Preto. Na mais recente, um menino de um ano e meio, foi ferido no pescoço quando passeava de bicicleta com a mãe.
O corpo de bombeiros orienta sobre os primeiros socorros em caso de acidentes com linha de pipa com cerol. "Pegue um pano limpo, coloque no local e faça compressão para estancar o sangue, evitando uma hemorragia", orienta o tenente do Corpo de Bombeiros Cleotheos Sabino de Souza Filho.
Ainda de acordo com o tenente, o mais importante para solucionar o problema é a conscientização. "Procuramos orientar pais, educadores e crianças sobre o perigo do uso do cerol que, além de proibido por lei, pode tirar várias vidas", explica.
Menino de 1 ano ferido por linha com cerol passa bem
Criança foi ferida no pescoço em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Menino ferido por linha com cerol recebeu pontos e foi liberado.
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Já está em casa o menino de 1 ano e nove meses que teve o pescoço cortado por uma linha com cerol, em Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo.
A mãe e o filho ficaram feridos ao ser atingidos por linha de pipa com cerol no Bairro Ipiranga. Segundo a polícia, a mãe andava de bicicleta com o filho em uma cadeirinha quando a linha cortou o pescoço do menino e o braço dela. O garoto recebeu pontos na Santa Casa da cidade e não corre risco de morrer.
Além da mãe e do menino de 1 anos e nove meses, outras duas pessoas ficaram feridas em três acidentes envolvendo linhas com cerol na região de Ribeirão Preto.
Também no bairro Ipiranga, em Ribeirão, Jair da Silva foi atingido no pescoço por linha com cerol quando estava indo trabalhar de moto. Ele foi socorrido pela mulher e levado para um pronto-socorro, onde tomou injeção contra tétano e levou vários pontos.
Já em Serrana, um homem de 51 anos foi atingido por uma linha com cerol quando voltava do trabalho, de moto, no bairro Jardim das Rosas. Ele foi atendido no posto de saúde da cidade e encaminhado para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, com um corte no pescoço.
Sorocaba
Uma mulher de 23 anos morreu em outro acidente com linha com cerol em Sorocaba.
O caso mais grave, contudo, ocorreu em Sorocaba nesta quarta-feira (9). Uma motociclista de 23 anos morreu, por volta das 13h, ao ser atingida no pescoço por uma linha com cerol. O acidente ocorreu no km 97 da Rodovia Raposo Tavares. De acordo com a reportagem da TV Tem, a jovem trabalhava como ajudante de produção de metalurgia e voltava do emprego no momento do acidente.
A condutora estava com uma colega de trabalho na garupa da moto de 125 cilindradas. Os bombeiros que atenderam a ocorrência desta tarde disseram que a vítima teve cerca de 80% do pescoço cortado pela linha. A jovem que a acompanhava não se feriu, mas está em estado de choque e foi levada pelos bombeiros para o Hospital Regional de Sorocaba.
04/07/08 - Clipping Jornal Estado Atual
Um perigo pelas ruas
O período de férias escolares se inicia com crianças procurando atividades de entretenimento e lazer. Soltar pipa tem sido um perigo em potencial, não só para as crianças, mas também para os adultos. Na maioria das vezes, a utilização da linha com Cerol (uma mistura de vidro moído com cola madeira derretida), tem sido motivo de graves registros para os motociclistas, ciclistas e pedestres de Conselheiro Lafaiete.
O produto extremamente cortante é utilizado entre os “soltadores de pipas”. A brincadeira considerada uma arma mortal, tem sido combatida pela Polícia Militar, através do 31º Batalhão. A Lei Estadual N°14.349/02, proíbe o uso de pipas com linha cortante em áreas públicas e comuns em todo o território do Estado de Minas Gerais, estando o infrator sujeito ao pagamento de multa no valor de R$ 100,00 e máxima no valor de R$ 1.500,00. O fato também pode ser tipificado no Código Penal, Artigo 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente, onde a pena prevista é detenção de 3 meses a 1 ano, se o fato não constitui crime mais grave.
Em Conselheiro Lafaiete, os policiais Cabos Francisco e Cabo Moraes (foto), têm desenvolvido um trabalho de observação durante o patrulhamento pelas ruas da cidade. “Buscamos eliminar o problema, nosso objetivo é conscientizar que esta atividade é crime, não podemos nos esquecer de preservar o respeito à vida humana”. Finalizou os militares durante entrevista para Agência de Notícias Estadoatual.
A utilização da linha com cerol é crime, denuncie o 190 da sua cidade.
Foto: Carlos Pacelli
Fonte: Jornal Estado Atual - http://www.estadoatual.com.br/noticias/mostra.php?id=2613
03/07/2008 - Clipping - Cosmo on line
Linha de cerol fere entregador de gás
Por Renê Moreira
As férias escolares nem bem começaram e as ocorrências envolvendo linhas com cerol já estão fazendo vítimas em Franca. Um motoqueiro que trabalha como entregador de gás teve a mão e o pescoço cortados quando trafegava pelo Jardim Vera Cruz.
Segundo a polícia, Maurício Gomes da Silva seguia pela avenida Martinho Ribeiro, na tarde desta quarta-feira, quando foi atingido pela linha com cerol (substância feita com cola e vidro moído). Ele ainda tentou se proteger ao avistar a linha colocando a mão na mesma, mas não adiantou.
Com a mão direita e o pescoço com cortes, ele teve de ser socorrido até o Pronto-Socorro Municipal, onde foi medicado. O caso agora será apurado pelo 5º Distrito Policial de Franca.
Na cidade tem sido comum ocorrências desse tipo no período de férias escolares e uma pessoa já chegou a perder a vida após ter o pescoço cortado. Crianças e adolescentes costumam passar o cerol visando cortar a linha de outra pipa. A brincadeira, porém, costuma ser trágica não apenas para os motoqueiros, como também para quem solta a pipa, uma vez que a linha em contato com a fiação elétrica, por exemplo, representa um grande perigo.
Fonte: Cosmo on line - http://www.cosmo.com.br/brasilemundo/integra.asp?id=230157
03/07/08 - Clipping - EPTV Sul de Minas
Uso do cerol coloca autoridades de Poços em alerta
GM já registrou 12 casos em 2008
A época das férias escolares já começou e, com ela, chega também a preocupação com os brinquedos e atividades que as crianças e adolescentes vão desenvolver durante este período. Uma das grandes preocupações das autoridades de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, é com a utilização do cerol, uma mistura de cola e vidro usada na linha para empinar pipas.
A lei que proíbe o uso do cerol na cidade é de julho de 2002, mas alguns adolescentes ignoram a legislação e os perigos. Um adolescente que não quis se identifica, disse que usa o o cerol e vai continuar usando.
Pior para pessoas como o adolescente Luan Henrique da Silva, de 13 anos, que enroscou o pé em uma linha com cerol e se cortou bastante quando corria atrás de uma pipa.
De acordo com a Guarda Municipal de Poços de Caldas, somente este ano foram registrados 12 casos envolvendo cerol, e as férias somente estão começando. Em casos de flagrante, os menores são qualificados e os pais podem ser multados.
Fonte: EPTV Sul de Minas - http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?218492
02/07/08 - Clipping - Olhão.com - Guarulhos/SP
Nas férias, cresce índice de acidentes com pipas
Por Thais Lessa
No ano passado, a Bandeirante registrou mil ocorrências; a média é 200
O período de férias escolares é propício para uma brincadeira muito comum entre as crianças e adolescentes: empinar pipas. No entanto, se não forem respeitadas regras de segurança, a brincadeira apresenta perigos.
A empresa Bandeirante Energia registrou neste mesmo período do ano passado, mil ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica, quando a média nos outros meses é de 200 ocorrências.
Há ainda outros riscos. Quando a pipa está no alto, exige que a pessoa mantenha o olhar e a atenção voltados para cima. É nesta situação em que pode ocorrer um acidente. Por exemplo: atropelamentos; quedas de árvores, muros, lajes, torres e outros lugares altos ao tentar pegar as pipas que caíram ou mesmo quando se posicionam nesses lugares para empiná-las.
O cerol (mistura de cola e vidro moído) é outro vilão. O vidro é um condutor de energia e se o fio com cerol pegar na rede elétrica, a pessoa que está empinando a pipa pode morrer eletrocutada.
Segundo a Bandeirante Energia, neste mês de férias o número de atendimentos de emergência para restabelecer a energia elétrica chega a dobrar, devido às ocorrências causadas por pipas.
A empresa alerta ainda que para brincar tranqüilo, sem o perigo de ferir alguém, deve ser usado o barbante de algodão. Nem os fios de nylon (de pesca) são indicados, pois cortam tanto ou mais que a linha que contém o cerol.
Para conscientizar pais e crianças a respeito dos cuidados que devem ser tomados ao empinar pipas, a Bandeirante realiza eventos que ensinam a confeccionar sua própria pipa e soltá-la sem cerol, longe da rede elétrica.
Para evitar o abuso no uso do Cerol, a Polícia Militar de Goiás mantém todos os anos a Campanha Educativa e Repressiva Diga Não ao Cerol, desenvolvida na região Metropolitana da Capital e em todo o estado. A finalidade é conscientizar as crianças sobre o perigo do uso do cerol, e o quanto é saudável soltar pipa sem o uso dessa substância. Dessa forma, a Polícia Militar, no período de 28 de junho a 30 de setembro, disponibilizará o pátio de suas unidades para que as crianças possam se divertir soltando suas pipas.
No período de junho a setembro, os ventos são mais freqüentes e intensos, o que aguça o desejo das crianças em soltar pipas, utilizando de todos os artefatos possíveis para colorir os céus das cidades. Mais algumas crianças utilizam substâncias perigosas como é o caso do cerol, uma mistura de vidro e cola, para provocar as famosas disputas de guerrinha de pipas, tudo na intenção de cortar a linha dos outros, brincadeira de muitas das vezes pode ser fatal, principalmente para motociclistas e ciclistas.
Os locais disponíveis e sugeridos para a prática são: 1º BPM : Pátio do Estádio Serra Dourada – Jardim Goiás; 7º BPM : Avenida Cristóvão Colombo, Praça Paris, Parque Industrial João Braz; 8º BPM : 16ª e 25ª CIPM, Rua 19 D, Qd 163 – Setor Garavelo; 9º BPM : Praça dos Violeiros – Urias Magalhães; 13º BPM : Campo de Várzeas, Terminal do Jardim Curitiba III. No interior, podem ser usados os pátios dos quartéis.
Guarda Municipal aumenta fiscalização contra cerol Motociclista foi atingida por uma linha de cerol quando passava pela Rua 20, no bairro Wenzel
Basta misturar cola de madeira e vidro moído. Está pronto o cerol. Uma mistura perigosa que ainda provoca acidentes e em alguns casos até mesmo a morte. Para evitar novas ocorrências provocados pela linha de cerol, a Guarda Civil Municipal de Rio Claro já se antecipa e prepara a campanha de conscientização em escolas e empresas do município.
O guarda municipal João Rodrigues Ruiz, que trabalha na Corporação há pelo menos 12 anos, foi um dos pioneiros no trabalho de conscientização entre jovens. Suas atividades tiveram resultado positivo e sua forma de trabalho acabou sendo usada como modelo por corporações do estado de São Paulo e de outras cidades brasileiras. Ele explica que, assim que começou a trabalhar na GM, percebia que essa prática era muito comum, principalmente entre os jovens.
"Aos poucos desenvolvi um trabalho junto aos adolescentes, alertando a respeito dos perigos do cerol. Quando me dei conta, o trabalho de conscientização atingiu grandes proporções e ultrapassou nossas fronteiras", comenta Ruiz. Ele disse que ficou impressionado ao presenciar um acidente com um ciclista que acabou cortado pelo cerol.
Com a aproximação das férias escolares de julho, os GMs se preparam para mais uma etapa de conscientização junto às escolas do município. É nessa época ano que as ocorrências desta natureza praticamente dobram. "Temos que alertar os estudantes sobre os perigos desta mistura mortal", comenta o GM. Quando alguém é surpreendido com a linha de cerol, é qualificado pelas autoridades e o material acaba sendo apreendido.
Uma motociclista de 34 anos foi a vítima mais recente do cerol no município. Anteontem ele trafegava com sua moto pelo cruzamento da Rua 20 entre as Avenidas 42 e 44, no bairro Wenzel, quando foi atingida pela linha de cerol. A linha esbarrou em seu pescoço e, para se defender, usou a mão. A vítima sofreu alguns ferimentos e foi socorrida no PSMI da Santa Casa. Dois rapazes que estariam próximos ao local estariam com o cerol. Apesar do susto, a vítima, depois de medicada, foi liberada. A GM promete intensificar a fiscalização naquele bairro também.
Fonte: Jornal da Cidade online
26/06/08 - Clipping - www.uai.com.br
Aumenta número de vítimas de linhas de cerol no Hospital João XXIII
A metade dos casos de acidentes com linhas de cerol atendidos este ano no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII - HPS, da Rede Fhemig, foram registrados apenas nos 20 primeiros dias de junho. Das 20 vítimas que deram entrada nos primeiros seis meses, dez foram em junho. E a tendência é que estes números aumentem mais ainda, pois é nessa época do ano que acontecem maior número de casos.
Em 2007, 91% do total de 45 acidentes registrados no hospital, ou seja, 41 vítimas, foram atendidas só nesses dois meses, junho e julho. Já em 2006, de um total de 34, 27 aconteceram nestes meses, ou seja, quase 80%.
Segundo o médico cirurgião geral e do trauma do HPS, Otaviano Augusto de Paula Freitas, é nesse período de mais ventos que as crianças, em férias escolares, fazem uma ‘guerra’ de pipas. A brincadeira requer cuidados e, principalmente, vigilância dos pais ou responsáveis. Muitas crianças fazem uma mistura de vidro moído com cola e passam na linha, provocando acidentes graves que podem levar a morte.
As principais vítimas são os ciclistas e motoqueiros que são surpreendidos com as linhas bezuntadas de cola e vidro moído. Mistura que pode transformar uma saudável brincadeira infantil em arma mortal. Por ser um hospital referência em trauma, o HPS recebe o maior número de casos na região metropolitana de Belo Horizonte.
As informações são da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais.
Nota - 22/06/08 Dois motociclistas foram vítimas de acidente com cerol dia 22 de junho, um deles por pouco não a vida.
Leia em Jornal da Manhã - http://www.jmonline.com.br/?canais,6,08,457
Depoimento - 18/06/08
Era final da tarde de domingo, do dia 13/11/2005, aproximadamente 18:30h. Estava de moto indo a uma festa com uma amiga, pela via Dutra, sentido Rio/São Paulo, na cidade de Taubaté. Quando a linha de uma pipa (papagaio) cortou meu rosto, de uma face a outra, entre o lábio superior e o nariz, foi um corte muito profundo, chegou a vazar meu rosto, a ponto de meu lábio superior ficar pendurado e aparecer meus dentes entre o corte, até cortou parte de minha gengiva. Perdi muito sangue, mas não precisei de transfusão. Ficamos, eu e minha amiga, por minutos acenando, pedindo socorro, mas os carros não paravam, uma viatura da polícia passou e não parou. Até que um casal de ANJO (É assim que chamo o Douglas e Luciana, pessoas que me socorreram) parou e me levou até um hospital. Graças à humanidade deles, fui socorrida a tempo. No hospital não tinha nenhum especialista de plantão. Ma apareceu outro ANJO, um cirurgião cardíaco, o Dr. Kleber Hitose, que fez uma obra de arte em meu rosto. Graças a sua habilidade cirúrgica, fiquei com uma cicatriz mínima e não houve nenhum dano maior ao sistema funcional do meu rosto. Estou tendo uma recuperação milagrosa.
Eu estava com um capacete aberto, por isso a linha cortou meu rosto. Se eu estivesse usando um capacete fechado a linha teria deslizado e cortado o meu pescoço, e pela gravidade do corte sofri, se fosse no pescoço teria sido um acidente fatal. Agradeço muito a Deus por ter me iluminado no momento do acidente, pois tive lucidez para ligar a seta, reduzir a velocidade que era entre 80 e 100km, e guiar a moto até o acostamento, tudo isso enquanto a linha corta meu rosto, até que minha amiga conseguiu arrebentar a linha. Se eu tivesse perdido o controle, cairíamos na faixa da esquerda e seríamos atropeladas pelo primeiro carro que passasse.
Depoimento - 18/06/08 Aconteceu comigo!
Em 06/07/07 aconteceu comigo. Estava voltando do trabalho quando ao subir o grajaú senti algo no pescoço, por fração de segundos achei que fosse meu casaco ou a tira do capacete saindo do lugar, mas não era! Como nos filmes de terror, olhei no retrovisor e vi me pescoço com muito sangue, antes mesmo de parar (isso porque eu estava a 50 ou 60 km) eu já estava banhado em sangue. Parei a moto, veio um rapaz que não sei se era quem estava soltando a pipa e puxou a linha pra frente, num instinto eu puxei minha camisa e pressionei junto ao pescoço na direção da jugular e sentia o sangue correndo entre os meus dedos e jorrando, e meu desespero só aumentava. Ainda em cima da moto e com ela ligada resolvi partir sozinho ainda na moto em direção ao cardoso fontes, foram os 4 ou 5 minutos mais longos da minha vida, pedi muito a Deus naquele momento que não me tirasse a vida....ou que ao menos me deixasse chegar no hospital. Já na descida estava meio fraco pois perdi muito sangue, mas consegui chegar e tive a informação do médico da emergência que não havia pego nenhuma artéria ou veia muito importante e que eu levaria alguns pontos e assim estaria liberado....Aconselho a todos a colocarem a Antena na moto! Eu tinha mas acabei retirando por estética da moto e agora estou com uma cicatriz de 7 pontos no pescoço, o que não é nada comparado com a vida que poderia ter se perdido.....
Foram momentos de pavor.....mas estou aqui pra contar....
Esse espaço é para falar de VIDA e de pessoas que tiveram sua VIDA POR UM FIO, e foram salvas! Por isso só abra a foto se realmente precisar.
17/06/2008 - Jornal do dia - Clipping
Para evitar acidentes causados pela linhas de pipas e papagaios, motociclistas investem no uso de antena contra pipa
Motociclistas se protegem contra linhas com cerol
Por Crisler Samara
A fim de se prevenirem contra acidentes causados por linhas com cerol usadas para empinar papagaios, motociclistas compram acessório nomeado: antena contra pipa, usado para evitar desastre. Soltar pipa é mais uma diversão para crianças, adolescentes e até adultos, uma brincadeira sadia das férias de julho, mas o perigo decorrente do uso do cerol é bastante conhecido.
Como os empinadores de pipas costumam permanecer em vias públicas, não são raros os casos de pedestres e motociclistas feridos com as linhas.
O mototaxista Wagner de Souza Coelho, diz ter sofrido um acidente causado por linha de papagaio, quando passava pela orla do Santa Inês. " O corte na minha garganta foi de raspão, a minha sorte é que tenho na minha moto a antena, se ela acho que teria sido muito pior" , diz ele, relembrando do caso que aconteceu com seu colega de trabalho." O mototaxista 158 quase morreu, o corte dele foi bem profundo, o médico disse que por um centímetro ele não morreu" .
A venda de antena contra pipa varia de tamanho entre 56 centímetros a 1 metro, segundo o gerente de uma loja de acessórios de moto, a procura do produto pelos usuários tem aumentado consideravelmente. "É importante o uso deste equipamento, pois você está resguardando a vida, além do que, as pessoas costumam se proteger depois que acontece com elas, mas isso está mudando porque a procura tem aumentado, afinal de contas, a criançada já começou a soltar pipa".
O acessório pode ser encontrado nas diversas lojas que vende acessórios para motocicletas, num valor simbólico de 5 reias.
Cerol. O cerol é uma mistura de vidro moído e cola de madeira, utilizado para envolver linhas de papagaios ou pipas. Em razão do potencial cortante desse material, crianças, adolescentes e até mesmo adultos dele se utilizam para cortar as linhas dos colegas, travando uma verdadeira "batalha" em ruas, praças e terrenos baldios.
Fonte: Jornal do Dia (http://jdia.leiaonline.com.br/index.pas?codmat=29764&pub=1)
Depoimento - 17/06/08
Gostaria de deixar minha indignação com os fabricantes caseiros de pipas onde uma parte destes vendem a cola embalada como aqueles saquinhos de doce de leite e pó de vidro embalados como sacolés onde depositam estes materiais escondidos em suas lojas,
às vezes embaixo de balcões ou em gavetas e compartimentos secretos para escapar de punições...
Thiago, Bueno Caldas - São Paulo/SP.
Clipping Jornal Argumento
Um homem foi ferido por uma linha de cerol no Setor Jardim Lageado, em Goiânia. Dionantas Barbosa Campos Magalhães, de 20 anos, saiu de casa em uma moto para buscar uma criança em uma creche, quando acabou sofrendo o acidente.
Fonte: http://www.jornalargumento.com.br
09/06/2008 - RJTV - Clipping
Adolescente se fere com cerol na Barra
Uma prática que é comum no Rio, mas que representa um perigo enorme: o uso de cerol nas linhas de pipa. Nesse fim de semana, um adolescente de 15 anos se feriu por causa disso.
Emerson Gomes da Silva, de 15 anos, teve que ser operado no Hospital Miguel Couto. Nesse domingo, Emerson estava soltando pipa na praia da Barra, quando a linha se enroscou no pé dele e causou um corte profundo no tendão.
Por isso, não custa relembrar: soltar pipas é uma brincadeira legal, que as crianças adoram, mas os pais devem estar atentos, porque o uso de cerol é proibido. O cerol, que é uma mistura de cola de madeira e vidro moído, torna a linha extremamente cortante e pode ferir ou até matar. Além disso, a queda de pipas com rabiola de papel metálico também pode afetar a rede elétrica.
02/06/08 - Campo Grande/MS - Clipping - Aquidauananew
Uso de cerol em pipas dá multa de R$ 170 em Campo Grande
O prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) sancionou lei que proíbe uso de cerol ou material cortante nas linhas de pipas (papagaio ou pandorgas) em Campo Grande. No caso da Capital, serão duas leis em vigor.
Em novembro do ano passado o governador André Puccinelli (PMDB) sancionou projeto aprovado pela Assembléia Legislativa tratando do mesmo assunto.
As diferenças são o alcance da medida, já que uma das leis vale para todo Estado, e o valor da multa. Enquanto a lei estadual estabelece multa de R$ 249,60, a legislação municipal pune com multa de R$ 170.
Cerol é a mistura de cola e vidro moído, produzida para passar nas linhas utilizadas para "empinar" pipas. Esse produto é artesanal e utilizado com objetivo de cortar a linha da pipa adversária em uma disputa. Porém o que para os adeptos desse lazer é uma brincadeira, para motociclistas e pedestres é um instrumento cortante, que constantemente provoca tragédias.
"Os acidentes com usuários do cerol, ou com terceiros, muitas vezes resultam em morte, principalmente aqueles que envolvem altas tensões elétricas, ou aqueles que envolvem motociclistas que sofrem a ação das linhas cortantes na altura do pescoço", diz o vereador Paulo Siufi, autor do projeto aprovado pela Câmara (A lei estadual aprovada pela Assembléia Legislativa foi apresentada pelo deputado Coronel Ivan).
Segundo a lei, a multa pode dobrar em caso de reincidência. A lei sancionada pelo prefeito de Campo Grande remete ainda a uma regulamentação o poder de polícia sobre as infrações. Como geralmente quem empina pipas são crianças, inimputáveis, os pais ou responsáveis devem arcar com as penas impostas no caso de comprovação do uso de cerol.
No caso da lei estadual, a multa não é estática, já que é aplicado o valor correspondente a 20 Uferms – Unidades Fiscais de Referência de MS, que correspondem a R$ 249,60 a preços de hoje. A lei estadual também prevê o dobro do valor no caso de multa aplicada dentro de um período de dois anos ao mesmo infrator.
Ao aprovaram as leis, os legisladores entenderam que a utilização de material cortante na linha poderá caracterizar até três crimes: perigo para a vida ou saúde de outra pessoa (artigo 131 do Código Penal), lesão corporal (artigo 129) e até homicídio (artigo 121), em caso de acidente que resulte em morte. A lei municipal sancionada nesta segunda-feira, 2 de junho, deve definir, em sua regulamentação, o que pode ser classificado de material cortante e proibido nas linhas de pipas.
31/05/08 - São Paulo/SP - Clipping - EPTV Ribeirão
Homem tem pescoço ferido por cerol em Sertãozinho
Um homem teve o pescoço ferido por uma linha de cerol, na tarde desta sexta-feira (30), em Sertãozinho.
Ricardo Samuel Espozito, de 31 anos, é dono de uma farmácia e saiu de moto para fazer uma entrega quando foi atingido pela linha com cerol em uma rua do bairro Campo Belo. A diarista Zilda Jesus Silva testemunhou o acidente. “Ele tentou tirar, mas não conseguiu”, afirma.
Segundo a Santa Casa de Sertãozinho, o motoqueiro está consciente e vai passar por uma cirurgia. Ele não corre risco de morte.
O motociclista vai passar por uma cirurgia e não corre risco de morte
Apesar dos constantes alertas e campanhas realizadas pela polícia, mais uma pessoa ficou ferida por linha de pipa com cerol em Tupã. O acidente aconteceu por volta das 10 horas desta quarta-feira, no cruzamento das ruas Aimorés e Paiaquás.
A vítima, a dona de casa D.B.T., 62 anos, moradora na Cohab Chris, estava na garupa de uma moto, conduzida pelo mototaxista D.A.L., 51 anos, morador no Jardim Aritana. Eles seguiam pela rua Aimorés e nas proximidades do cruzamento com a Paiaquás um garoto jogou uma peça de roupa sobre uma linha de pipa.
Com o peso, a linha rebaixou e atingiu a dona de casa, que acabou sofrendo corte na altura do pescoço. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital São Francisco de Assis, onde recebeu atendimento médico. A Polícia Militar foi acionada, realizou várias buscas mas não localizou o responsável pela pipa.
Para evitar este tipo de acidente, que pode resultar até mesmo na morte da vítima a PM de Tupã já realizou diversas campanhas na cidade. Os policiais em patrulhamento abordam as pessoas que estiverem soltando pipa para verificar se a mistura de cola e vidro está sendo utilizada. Caso seja constatado o uso do cortante, o brinquedo é apreendido e o proprietário, encaminhado aos distritos policiais. Se for maior de idade, os delegados podem providenciar um termo circunstanciado e encaminhar para o Fórum para que o caso seja analisado pela Justiça.
No caso dos menores, os pais são contatados e medidas cabíveis dentro da legislação em vigor poderão ser adotadas para que sejam responsabilizados pelos atos dos filhos. A medida tem por objetivo incentivar os pais e responsáveis a orientar os filhos sobre os perigos que a utilização do material pode provocar à segurança não só de terceiros, mas também de quem manipula a linha com cerol. Além de coibir a utilização do cortante, os policiais também orientam as pessoas que estiverem brincando em locais impróprios, como nas proximidades de fios de alta tensão.
Apesar pouco divulgada, uma lei estadual proíbe e prevê sanções para o uso cerol em linha de pipa. A lei, que foi sancionada em 2006 pelo então governador Geraldo Alckmin prevê multa de aproximadamente R$ 70 para quem for flagrado utilizando linha de cerol.
O cerol, também conhecido como “cortante”, é uma mistura criminosa de cola com vidro moído que as crianças passam na linha dos papagaios e pipas para cortar a linha das pipas de outras crianças. Esta mistura de cola e vidro moído faz com que a linha se torne uma verdadeira navalha, podendo causar acidentes fatais.
Os ciclistas e motociclistas são as principais vítimas do cerol, sendo que o pescoço é a parte mais atingida, principalmente devido à falta de proteção. Neste local passa uma artéria de grande calibre e seu rompimento pelo cerol pode provocar intenso sangramento, capaz de levar à morte em poucos minutos.
Dados colhidos pela Associação Brasileira de Motociclistas (ABRAM), apontam que mais de 100 acidentes causados por cerol são registrado por ano, sendo que 50% causam ferimentos graves, e 25% fatais.
Um dos últimos casos de morte causada pelo cerol foi registrado no dia 31 de dezembro do ano passado. A vítima foi uma estudante universitária que morreu após ser atingida por uma linha de pipa com cerol na Praia Grande, litoral Sul de São Paulo. Ela trafegava de moto por uma avenida quando foi atingida no pescoço pela linha com cortante. A estudante, que perdeu muito sangue no momento do trauma, chegou a ser socorrida com vida para a Santa Casa de Misericórdia daquela cidade, mas não resistiu vindo a falecer logo após dar entrada no hospital.
Fonte: Folha do Povo (25.01.08)
Praia Grande, 31/12/2007 - Globo notícias. Linha com cerol mata motociclista na Praia Grande.
Eliane Leandro Santos, 27 anos, trafegava por uma avenida movimentada e caiu do veículo, foi socorrida mais o médico que atendeu afirmou que a vítima perdeu muito sangue, e já deu entrada no hospital com morte cerebral.
A estudante universitária morreu no domingo (31) após ser atingida por uma linha de pipa com cerol na Praia Grande, litoral Sul de São Paulo. Ela passava de moto por uma avenida movimentada do município.
A vítima foi levada para a Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu. O marido da vítima a seguia de carro. "Eu vi a moto encostada no guard rail e logo em seguida veio o resgate", afirmou.
Ela perdeu muito sangue no momento do trauma e chegou ao hospital com morte cerebral. A polícia tenta identificar o dono da linha que matou a universitária.
Em junho/07, um motociclista ficou ferido com uma linha de pipa com cerol em Serrana, a 315 km de São Paulo.
O uso do cerol - ou cortante -, feito com uma massa de vidro moído que é impregnado à linha do pipa, é proibido na cidade.
26/12/2007 - 09h28 - Aluizio Freire
Do G1, no Rio Cerol de pipa mata menino em Duque de Caxias
Ele andava de bicicleta quando foi ferido no pescoço por linha com cerol.
Acidentes envolvendo pipas são cada vez mais freqüentes e causam até corte de luz.
Um menino de cerca de 9 anos, morreu ao ser atingido por linha com cerol de pipa, no Parque das Missões, próximo ao acesso à Linha Vermelha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite de terça-feira (25).
Segundo a polícia, a criança, que andava de bicicleta no momento do acidente, foi ferida no pescoço e cortou a garganta. O menino chegou a ser levado para o Hospital Municipal de Duque de Caxias, mas não resistiu aos ferimentos.
O corpo está no Instituto Médico Legal (IML) de Duque de Caxias. O registro é da 59ª DP (Duque de Caxias).
Pipa, brincadeira inocente, pode ser perigosa
A diversão das crianças soltando pipas aumenta com o período de férias. Mas a inocente brincadeira pode trazer sérios riscos, além de provocar acidentes. No último sábado (22), a queda de uma pipa com rabiola de papel metálico - material altamente condutor - deixou temporariamente sem energia o Centro do Rio e bairros de Laranjeiras, Catete, Largo do Machado e partes do Flamengo e Botafogo, na Zona Sul.
O problema, que só foi normalizado totalmente quase duas horas depois, obrigou os técnicos da Light a desligar o sistema da subestação Frei Caneca. As ocorrências na rede elétrica causadas por pipas têm preocupado a empresa.
De acordo com a Light, somente no período de junho a agosto de 2007, que inclui as férias escolares, foi registrado um aumento de mais de 100% no número de desligamentos provocados por pipas, em relação ao mesmo período de 2006. Ainda segundo a Light, cerca de 400 mil clientes ficaram sem energia, principalmente nas Zonas Norte e Oeste do Rio e na Baixada Fluminense.
O perigo do cerol
A brincadeira, que encanta a criançada, principalmente no subúrbio, traz outros riscos: os atropelamentos, incêndios, e cortes provocados pelo cerol nas linhas. “A gente sempre grita para os motoqueiros levantarem a antena ou colocarem o capacete”, afirma o comerciante Wilson Barata, 46 anos, que faz parte do Clube da Pipa, formado por um grupo de adultos que se reúne nos fins de semana em uma praça, próximo ao viaduto de Ramos, no subúrbio.
O local não é o mais apropriado para a brincadeira, devido à rede elétrica da linha férrea a menos de 200 metros de onde eles ficam. Indiferentes aos riscos, Pablo Gomes, 13, e Fabrício da Silva, 14, empinavam suas pipas sobre um emaranhado de fios na tarde desta terça-feira (25). “A gente não deixa a linha encostar nos fios”, garante Fabrício.
15/12/2007 - 08h38 - Pipa com cerol em pista de kart leva menino a internação em SP
Por KLEBER TOMAZ da Folha de S.Paulo.
Um garoto de 10 anos sofreu cortes profundos causados por uma linha de pipa com cerol enquanto treinava anteontem à tarde no kartódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, para a última etapa do Campeonato Paulista de Kart da categoria Cadete.
Segundo a equipe médica que o socorreu no local, ele só sobreviveu porque usava uma proteção no pescoço.
Thiago Cabrino Oliveira teve os ombros cortados pela linha com cerol (mistura de cola com vidro moído) que caiu na sua frente às 14h, quando ele passava de kart pela reta principal.
"Eu fui correr, passei na reta e comecei a sentir a dor", relatou Thiago (leia texto ao lado), que está em quinto lugar no campeonato paulista, categoria Cadete (até 11 anos).
De acordo com testemunhas, crianças costumam soltar pipas num heliponto dentro do kartódromo. A polícia abriu inquérito para apurar o caso.
Devido à velocidade do kart (70 km/h), a linha rasgou o macacão de Thiago e fez um "estrago" de 25 cm de comprimento no ombro esquerdo, segundo o médico Antonio Canedo, que o operou por três horas no Hospital Albert Einstein.
"Perfurou 12 cm do corpo do garoto, atravessou pele, músculo, ligamentos, artérias e ainda cortou 4 mm do osso do braço esquerdo. Foi uma cirurgia delicada, mas conseguimos reconstituir os músculos e ligamentos", disse Canedo.
Segundo o médico, ainda não está afastado o risco de o garoto perder o movimento nesse braço. Thiago terá de fazer fisioterapia. O braço direito também foi atingido, mas com menor gravidade: teve um corte que atingiu a massa muscular.
Na opinião do médico que o operou, Thiago só não morreu porque usava no pescoço um colar de 17 mm de espessura feito de espuma e tecido grosso.
"A linha da pipa praticamente destruiu a pescoceira. Cortou 8 mm dela. Se ele estivesse sem ela, a linha teria cortado o pescoço dele", disse Canedo.
Os organizadores do Paulista de Kart cancelaram a prova de hoje --seria a última do ano.
A direção do autódromo e do kartódromo informou que orienta seus seguranças a não permitir pipas no local. O diretor Roberto Seixas afirmou que a linha que atingiu o garoto veio de fora do kartódromo.
Fonte: Folha Online
31/01/07 - DEPOIMENTO - CEROL "Vida por um fio" Por Reginaldo Ortolan São Paulo/SP. (vítima) Av. Arincanduva, São Paulo/SP.
No dia que peguei uma linha pipa nem era época de pipa. Foi em cima da ponte do Aricanduva, vi um motoqueiro do lado direito e ultrapassei-o, eu estava uns 90km/ph,fiquei na sua frente alguns segundos e pronto a linha ficou na minha frente bem no meio da antena, eu levava a linha pra frente e os carros que vinha em sentido contrario levava para trás, parecia uma serra de fita daquelas que tem em marcenaria.
Nem coloquei a mão para tirar se não ia meus dedos embora também, der-repente a linha deu uma subida e cortou naquela voltinha que tem uma lamina na ponta da antena, parecia que nunca ia terminar foi o maior sufoco.
Quando cheguei no semáforo que tem lá em baixo o motoca parou do meu lado e disse: Cara você salvou a minha vida!! e eu disse a ele: eu não foi DEUS QUE NOS SALVOU! eu nem estava usando levantei a antena sem pensar, achava meio feio aquela antena, e nem tinha pipa no alto.
Legal!! o susto foi quando cheguei em casa, tirei o capacete coloquei no retrovisor e quando olhei pra ele estava todo cortado nas laterais, e na parte da frente cortou a viseira e a queixeira, quando olhei pra antena faltou alguns milímetros para cortar a aste da antena bem no meio, pois foi ali que linha ficou cortando até subir e ser cortada pela lâmina.
Ainda não consegui fazer uma foto da antena para mostrar, pois o fleche da maquina reflete no alumínio e o corte é muito fino da finura de uma linha, quando eu conseguir mando para vcs verem o estrago que fez.
Antes desta, peguei uma linha e foi tão rápido que escutei só o barulho da linha sendo partida, nem vi a linha pois estava escurecendo e a antena bateu no meu capacete, minha esposa que estava na garupa ouviu o barulho e me perguntou o que tinha sido aquilo, até um carro que estava próximo de mim passou do meu lado e deu uma buzinada quando olhei ele estava com a mão na cabeça dizendo quase um motoca!!! Foi aí que a ficha caiu.
E teve uma também, estava caindo a maior chuva e parei para vestir a capa de chuva, e a antena estava levantada, beleza me vesti e saí, mais a frente peguei outra linha no maior toró (chuva), acho que o cara esta recolhendo a linha e não deu tempo e o pipa caiu, só que atravessou a avenida.
Bom hoje vejo vários motocas sem antena a aviso o máximo que posso mostrando a minha antena de prova, tem cara que olha e balança o ombro dizendo tô nem aí!!
E olha que nas vezes que isso me aconteceu foram todas na mesma avenida ARICANDUVA.
Reginaldo Ortolan São Paulo/SP. (31/01/08)
Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 - Por Renata de Salvi.
Uso do cerol é proibido por lei e pode ser fatal
Vítima de cerol em Araçatuba
Um homem de 26 anos voltava para casa de moto, quando foi ferido no pescoço e na mão com uma linha de pipa, que tinha cerol, na Zona Oeste da Bauru. Este não é um caso isolado. Somente no Estado de São Paulo foram registradas 21 ocorrências, como a deste motoqueiro, em 2005, conforme dados da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram).
Segundo a Abram, a entidade não conseguiu acompanhar esses casos, mas sabe-se que três dos acidentes levaram os motociclistas à morte. “Os 21 incidentes foram os que chegaram à associação”, declara, sem descartar a possibilidade de muitas outras ocorrências não terem sido comunicadas à Abram.
De acordo com a lei estadual nº 12.192, promulgada no último dia 06 de janeiro, o uso do cerol é proibido. Mas as crianças continuam a utilizá-lo. De acordo com o capitão Mauro Lopes, do Corpo de Bombeiros, mesmo que não se venda mais o produto, qualquer pessoa consegue fazê-lo. “O processo de produção do cerol é rudimentar. Qualquer um pode produzir. É só misturar vidro, cola e colocar na linha da pipa”, explica.
Neste ponto, Marcos Aparecido do Lago, que tem uma pequena fábrica de pipas, no Jardim Olinda, em Mauá, no ABC Paulista, concorda com Lopes. Ele acredita que qualquer criança possa fazer o produto, mesmo porque alguns anos atrás houve a proibição da venda, mas ainda há quem empine pipa com cerol na linha.
Segundo Lago, a proibição do uso do cerol é necessária por causa do perigo que oferece. Mas os meninos vão continuar a brincar de pipa. “A pipa é uma cultura. Com a lei, acho que a criançada só evitará brincar na rua. Ela tentará soltar em campo aberto. Nem toda criança pode brincar no computador. A pipa é o brinquedo mais barato que existe”, argumenta.
Acidentes aumentaram
Os incidentes com o cerol vêm aumentando há três anos. Para Lopes, utilizar esse artifício virou moda, principalmente nas periferias. Isto porque as crianças ficam nas lajes e competem quem corta mais pipas, o que só é possível com o vidro.
Este uso desenfreado da substância tem feito muitas vítimas, em sua maioria motoqueiros e ciclistas. Um conselho dado por Lopes é o uso das antenas nas motos e bicicletas.
Segurança
Não há lei que obrigue as antenas nos veículos. Mas elas impedem que mais pessoas sejam feridas. Ao utilizá-las na frente das motos, as linhas de pipa são contidas e os cortes evitados. “Os ferimentos com o cerol podem levar à morte, pois normalmente o pescoço, principal alvo, é cortado”, explica Lopes.
Os bombeiros já usam essa prevenção em seus veículos. O capitão ainda lembra de uma vez em que um dos homens da Corporação estava com um jaqueta de couro e a linha da pipa encostou. O casaco foi cortado. “Isso para você ver como é perigoso. Nem o couro, que é um material mais firme, resistiu ao cerol”, justifica.
E para as crianças fica a dica para não usar o produto em suas pipas, pois pode ser “fatal” e, ainda, provocar ferimentos em quem o produz ou manuseia.
Prevenção
No próximo mês haverá uma reunião entre a Abram, alguns órgãos públicos, a iniciativa privada e outras entidades. O intuito é buscar soluções para os problemas enfrentados pelos motociclistas, por meio de uma discussão de segurança no trânsito. Para que esse encontro seja possível, foi criada a Comissão Especial de Prevenção de Acidentes com Motocicleta (Cepram).
Por Renata de Salvi.
Fonte: SSP - Secretaria de Segurança Pública Publicado em http://www.ssp.sp.gov.br/home/noticia.aspx?cod_noticia=6315